sábado, 8 de março de 2014

Mulher-Trapo

Eu só posso sentir pena... da pessoa que me apunhalou. É uma desesperada, uma miserável mal amada, mal comida e mal chupada. Tenho que ter raiva por quê? Olho pra mim e olho pra ela, é inegável o que vou dizer, no lugar dela também seria uma infeliz, por isso consigo entender.

É típica mulher de malandro, uma caricatura feminina, um arremedo de mulher. Do tipo que fala mal até da sombra por não ter o que melhor a fazer. Fala da amiga, irmã de batalha, na sua boca é somente maldizer. Que não confia, que não esquece, mas por ser tão medíocre, da amizade vive atrás a correr.

É do tipo que implora por convite e que se você abre a porta, passa logo o corpo todo pra não como dizer... não, eu não quero você. Se esgueira sorrateira, catando fofocas pra fazer. Fulana, essa é você!

Trabalha por uma miséria, do contrário não tem o que comer. Se veste como uma velha, sem estética, sem prazer. É maluca, todos sabem, e vive a sofrer. Pobre mulher trapo, eu tenho pena de você.

Por carência se humilha, por um piroca até briga. Sai com todos que quiserem, não escolhe, é escolhida, como a carne que não consome. Na prateleira da vida, é a carne de terceira, a escolha dos ébrios no fim da noite, é a punheta com sobrenome. Eu vou ter raiva de você?!

A piada pronta, a piada da vida, o aborto mal sucedido de tetas caídas. Sim, essa é você.