terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

POESIA (MINHA) DO SÉCULO PASSADO

Espera
Porque você não me ama de verdade?
Onde foi q eu errei?
Me diz em palavras sinceras,
Me diz... Me diz...
Porque você me deixa sozinha?
E não cuida de mim?
Onde eu me encontro agora?
Porque essa dor não tem fim?
Sonhei com você essa noite.
Num sonho lindo e cruel.
Vi tudo q eu não tenho.
Senti o amargo do fel.
Vago em solidão apaixonada
Em desejos e desesperos.
Espero por você toda noite.
Mas sei q você não vai voltar.
A luz do meu quarto está acesa.
E a porta ficou aberta.
Meu corpo deitado na cama.
Minha alma sofrendo calada.
Porque você não me ama de verdade?
Onde foi q eu errei?
Esperei tanto por isso.
Esperei... esperei...
15/06/04

ROUBADO DE OUTRO BLOG


"Se tivesse acreditado na minha brincadeira de dizer verdades teria ouvido verdades que teimo em dizer brincando, falei muitas vezes como um palhaço, mas jamais duvidei da sinceridade da platéia que sorria."

Charles Chaplin



“Minhas desequilibradas
palavras são o luxo de
meu silêncio.
Escrevo por acrobáticas
e aéreas piruetas -
escrevo por profundamente
querer falar.
Embora escrever só esteja
me dando a grande medida
do silêncio.“

Clarice Lispector


O HOMEM DA CARROCINHA - Crédito se dá a quem merece!!!

Acredita-se que a cadela Julie, 15 anos, tenha ido parar na rua após se perder do dono. Quando foi encontrada, no entanto, via-se que passara maus bocados. Com exceção da cabeça, quase não havia resquícios do pêlo curto e castanho pelo corpo por causa de uma alergia. A pequena e dócil cadela, que já não possuía o olho direito de nascença, não tinha a aparência das mais encantadoras ao chegar ao Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de São Paulo. Tanto que era carregada, pelo homem que a encontrara, dentro de um saco plástico e mantendo distância de um metro. "Acho que é sarna", ele disse. Não era, sabia o funcionário que os atendera, Marcos Roberto Barreiros, 40. Sabia também que não poderia admitir a cadela no CCZ por ela ser saudável. Marcos ligou para a esposa: "Hoje vou levar uma pequena surpresa pra casa". Mal sabia Julie que tinha acabado de ser adotada pelo homem da carrocinha.
O homem da carrocinha é aquele que, no imaginário popular, laça os animais de rua para levá-los ao terrível destino do sacrifício e da fábrica de sabão. Na realidade, não se faz sabão com cachorros. Só são sacrificados os animais em muito sofrimento, que tenham atacado pessoas ou que não conseguiram nem ser resgatados pelo dono, nem adotados. O papel da carrocinha, digo, do CCZ, é muitas vezes tirar do perigo, cuidar, alimentar e encaminhar os animais para um lar. Marcos leva a função - cujo nome oficial é agente de zoonoses -, que exerce há seis anos, mais a sério. Enquanto a maioria dos funcionários do Centro de Zoonoses não resistiu em levar pelo menos um bicho para casa, ele adotou nove cachorros nos últimos cinco anos. Os animais de estimação vivem com Marcos, a esposa e suas três filhas em uma casa em Pirituba e chegam a consumir mais de um terço do seu salário em ração. Para compensar, o homem da carrocinha faz bicos como pedreiro e pintor no final de semana.
Julie adaptou-se tão bem à nova casa que até conquistou lugar cativo na dobra da perna de Marcos na hora de dormir. Só se indispõe de vez em quando na disputa pelo colo do dono com Princesa, a vira-lata com um quê de poodle que Marcos adotou seis meses antes. Princesa chegou ao CCZ junto com outros 34 cães apreendidos em um canil ilegal, a maioria deles das raças Llasa Apso, Poodle e Yorkshire. Ela, no entanto, tinha tamanho de uma raça, pêlo de outra, mas era SRD - sem raça definida. Além de tudo só conseguia andar em círculos, conseqüência da jaula muito pequena em que vivia. Ou seja, ficou pra trás e conquistou o homem da carrocinha.
O "critério" de adoção do agente de zoonoses - que já fez com que cerca de 200 outros animais fossem adotados no CCZ - não tem nada a ver com beleza, mas sim com a perspectiva do cão. Bolinha, que foi adotada por ele há três anos, não deixa mentir. A cadela baixinha e atarracada, de pêlo castanho e preto e prognata, foi encontrada por colegas de CCZ com 15 dias de vida e com fome. Como nenhuma das fêmeas do canil que adotá-la - e bicho que não consegue se alimentar acaba sendo sacrificado -, Marcos a acolheu e deu comida por conta-gotas. Lindinha, que foi encontrada na pista do aeroporto e está com a família há 3 anos e meio, é outro exemplo. Ela recebeu esse nome por bondade da filha menor, Carol. Até Marcos admite que a desengonçada cadela de pêlo raro, branco e cacheado era muito feia quando levou para casa.
Saúde também não é um dos pré-requisitos para Marcos. Dois de seus xodós morreram recentemente, embora ele se orgulhe-se de ter cuidado bem deles: os pinschers Tico, que tinha cinomose - "uma doença que ataca o sistema nervoso central" - , e Bob, que sofria de epilepsia. Até mesmo o rottweiler Toby, o primeiro dessa turma, nem sequer parecia ser dessa raça quando foi encontrado apático em uma praça. Com cerca de nove meses de idade, pesava no máximo 10 quilos. Tinha anemia, infecção na bexiga e nos rins e displasia e demorou um mês para se levantar. Para cuidar de todas essas doenças, o agente de zoonoses pede conselhos aos veterinários do CCZ. Toby hoje pesa mais de 60 quilos.
Só chegou à casa de Marcos bonita e saudável a vira-lata Nina, que tem jeitos de labrador bege claro. Ela foi herdada de um amigo que foi morar fora do país. Poupar um cão de sentir-se abandonado também é um bom motivo para adotar. Marcos tinha até se convencido a não levar nenhum outro animal para casa pra não sobrecarregar o orçamento familiar, mas há quatro meses achou uma filhote passando fome... "Fazer o quê?", diz Marcos escondendo um sorriso. O que é mais um latido na hora de distribuir a ração, sete da noite em ponto? Chamou-a de Maira

domingo, 20 de outubro de 2013

Hj eu lancei 2 dados no universo... Fechei as portas do orgulho e do rancor e abri a da esperança. Ok, a janela da frustração não tem cadeado, abre fácil com o vento da rejeição. Mas, se o sol entrar e iluminar, tira esse mofo de solidão. Quem sabe com o coração brilhando, faça ver os que estão na penumbra da razão?! Tenho certeza que sim, não tenho certeza se não. A casa está limpa, as teias dos velhos sentimentos se foram. Não há tempo pra perder com dissabores, é preciso do azedo pra se reconhecer o doce....

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Olhos Azuis


As horas avançavam. Suave batiam no relógio ao seu lado. Um passar de tempo tímido daquele dia de inverno. Na tela fria a janela piscava. As letras surgiam ternas, e em delicada harmonia. Oferecendo inúmeras ousadias. Cada um, ali, lado a lado, do outro lado do computador.

E na sua mente, ela se perdia, em sutil melodia. Inspirada ela ia, por entre camas e lençóis. Aos olhos azuis e a pele branca, de cabelos negros de moldura do rosto. Do rosto dele. O olhar felino, a voz contida de quem caminha entre anjos e demônios. E no silêncio de uma inegável timidez.

E no dedilhar nas notas do piano, notas de dor, escondidas na palidez do seu sorriso.
Os olhares se cruzavam, corriam e percorriam. Suas bocas, lábios e língua. Os olhos dele percorriam as sardas do corpo dela, acompanhando as curvas marcadas debaixo do vestido. O decote não era do tanto que se via; mas com um pouco atenção, e ele a tinha, se enxergava por onde sua mente se escondia. O desenho delicado dos seios sob o vestido, acompanho a respiração. O vão que os separava e descia, até onde se via seu umbigo. Poesia! Era desejo o que sentia.

E se tocavam em silencio, em olhares bem atentos. Um ballet de pele e pêlos. De corpos que se tocavam a distância, entre olhares que se despiam. E se beijavam, se sentiam, se tocavam... a música, o piano. Dois corpos nus no chão. Cheiros, gostos e beijos, mãos... que se percorriam. Se sentiam, se tocavam. Contra bocas que se chupavam e se lambiam. Se engoliam, língua e membro. No sincronismo, iam e vinham.

Olhares. Olhos azuis que teimavam olhar, seus olhos castanhos que insistiam em desviar. E era assim, só assim, que se completavam e se tinham. Era assim que se amavam. Em fantasiosa poesia.


domingo, 2 de junho de 2013

DEUS SEGUNDO SPINOZA

“Pára de ficar rezando e batendo o peito! O que eu quero que faças é que saias pelo mundo e desfrutes de tua vida.
Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e que desfrutes de tudo o que Eu fiz para ti.


Pára de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo construíste e que acreditas ser a minha casa.
Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos, nas praias. Aí é onde Eu vivo e aí expresso meu amor por ti.


Pára de me culpar da tua vida miserável: Eu nunca te disse que há algo mau em ti ou que eras um pecador, ou que tua sexualidade
fosse algo mau.
O sexo é um presente que Eu te dei e com o qual podes expressar teu amor, teu êxtase, tua alegria. Assim, não me culpes por tudo
o que te fizeram crer.


Pára de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver comigo. Se não podes me ler num amanhecer, numa paisagem,
no olhar de teus amigos, nos olhos de teu filhinho... Não me encontrarás em nenhum livro!
Confia em mim e deixa de me pedir. Tu vais me dizer como fazer meu trabalho?


Pára de ter tanto medo de mim. Eu não te julgo, nem te critico, nem me irrito, nem te incomodo, nem te castigo. Eu sou puro amor.


Pára de me pedir perdão. Não há nada a perdoar. Se Eu te fiz... Eu te enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos,
de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio. Como posso te culpar se respondes a algo que eu pus em ti?
Como posso te castigar por seres como és, se Eu sou quem te fez? Crês que eu poderia criar um lugar para queimar
a todos meus filhos que não se comportem bem, pelo resto da eternidade? Que tipo de Deus pode fazer isso?


Esquece qualquer tipo de mandamento, qualquer tipo de lei; essas são artimanhas para te manipular, para te controlar,
que só geram culpa em ti.


Respeita teu próximo e não faças o que não queiras para ti. A única coisa que te peço é que prestes atenção a tua vida,
que teu estado de alerta seja teu guia.


Esta vida não é uma prova, nem um degrau, nem um passo no caminho, nem um ensaio, nem um prelúdio para o paraíso.
Esta vida é o único que há aqui e agora, e o único que precisas.


Eu te fiz absolutamente livre. Não há prêmios nem castigos. Não há pecados nem virtudes. Ninguém leva um placar.
Ninguém leva um registro.
Tu és absolutamente livre para fazer da tua vida um céu ou um inferno.
Não te poderia dizer se há algo depois desta vida, mas posso te dar um conselho. Vive como se não o houvesse.
Como se esta fosse tua única oportunidade de aproveitar, de amar, de existir. Assim, se não há nada,
terás aproveitado da oportunidade que te dei.
E se houver, tem certeza que Eu não vou te perguntar se foste comportado ou não. Eu vou te perguntar se tu gostaste,
se te divertiste... Do que mais gostaste? O que aprendeste?


Pára de crer em mim - crer é supor, adivinhar, imaginar. Eu não quero que acredites em mim. Quero que me sintas em ti.
Quero que me sintas em ti quando beijas tua amada, quando agasalhas tua filhinha, quando acaricias
teu cachorro, quando tomas banho no mar.


Pára de louvar-me! Que tipo de Deus ególatra tu acreditas que Eu seja? Me aborrece que me louvem. Me cansa que agradeçam.
Tu te sentes grato? Demonstra-o cuidando de ti, de tua saúde, de tuas relações, do mundo.
Te sentes olhado, surpreendido?... Expressa tua alegria! Esse é o jeito de me louvar.


Pára de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que te ensinaram sobre mim. A única certeza é que tu estás aqui,
que estás vivo, e que este mundo está cheio de maravilhas. Para que precisas de mais milagres?
Para que tantas explicações?
Não me procures fora! Não me acharás. Procura-me dentro... aí é que estou, batendo em ti.
Baruch Spinoza

domingo, 26 de maio de 2013

Rima de Rimador


Tenho uma coleguinha
que faz rima bonitinha.
Ela é coroa, mas, 
sempre paga de gatinha.

Namora um garotão,
se veste moderninha.
A barba não disfarça,
e ela tem pé-de-galinha.

No skate ou na corrida,
e na corda esticada,
o golpe é certeiro,
no tatame jiujiteiro.

Esse monte de letrinha,
numa rima truncada.
É pra dizer que ela é tanto,
que acaba não sendo nada!

terça-feira, 19 de março de 2013

Como eu sinto saudade de lá
De pode andar pelas ruas no centro do mundo
De ver gente de todo tipo
De todo lugar
De estar longe de casa
E de poder voltar...


Existem momentos que é só decepção... é com amigo, é com "amigo"... com todo tipo de amigo.

Quantas máscaras nós usamos?