Esse ano eu começo sozinha,
Renovada e inteira
na minha própria jornada.
Me desfaço dos grilhões,
Daquelas bolas de aço,
Que drenam minha essência
Que roubam meu abraço.
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
A onda
Eu tenho prazeres indiscutíveis...
Subitamente sou invadida por uma sensação boa, mesmo pensando em você.
É como se por alguns segundos tudo voltasse ao que era antes, e nunca foi.
E naquelas poucas batidas de coração eu sinto você completo dentro de mim.
Um abraço forte que nunca foi dado e por certo intenso demais.
Um beijo quente, nos teus lábios doces...
E a onda passa mansinho, deixando o cheiro de quero mais.
Subitamente sou invadida por uma sensação boa, mesmo pensando em você.
É como se por alguns segundos tudo voltasse ao que era antes, e nunca foi.
E naquelas poucas batidas de coração eu sinto você completo dentro de mim.
Um abraço forte que nunca foi dado e por certo intenso demais.
Um beijo quente, nos teus lábios doces...
E a onda passa mansinho, deixando o cheiro de quero mais.
domingo, 6 de janeiro de 2013
Eu não preciso de verdades
nem de certezas, não
Mas, dispenso as mentiras
E a pobreza da ingratidão.
Pois eu não me vendo por castelos,
Nem me curvo ao alto clero
Não me serve o prêmio de consolação.
Se você não tem coragem, assuma
E siga em outra direção, suma.
Que o meu caminho é contra a correnteza,
é preciso mais que disposição.
nem de certezas, não
Mas, dispenso as mentiras
E a pobreza da ingratidão.
Pois eu não me vendo por castelos,
Nem me curvo ao alto clero
Não me serve o prêmio de consolação.
Se você não tem coragem, assuma
E siga em outra direção, suma.
Que o meu caminho é contra a correnteza,
é preciso mais que disposição.
Maya
Ela de repente percebeu que era tudo maya... e que lá deixou sua alma, sua crença, sua verdade. Voltou nua, sem armas, sem coroa, sem medo.
No reflexo do espelho, o seu passado se dissipava. Era nuvem passageira, que seguia carregada... das frustrações que acumulou. Do adeus que murmurou.
Aquele homem era um rosto perdido na multidão. Ao longe, entre tantos... não chamava a atenção. Não mais. Seu olhos se desviaram dos dela, levou seus beijos, seus toques, sua voz.
Era uma dor secreta, que não sentia mais. Que de tanto esconder, sumiu.
Ela então, ficou em paz.
No reflexo do espelho, o seu passado se dissipava. Era nuvem passageira, que seguia carregada... das frustrações que acumulou. Do adeus que murmurou.
Aquele homem era um rosto perdido na multidão. Ao longe, entre tantos... não chamava a atenção. Não mais. Seu olhos se desviaram dos dela, levou seus beijos, seus toques, sua voz.
Era uma dor secreta, que não sentia mais. Que de tanto esconder, sumiu.
Ela então, ficou em paz.
domingo, 30 de dezembro de 2012
sábado, 29 de dezembro de 2012
A Estrada
Ela não podia escolher. Seu coração em silêncio não dava a menor indicação. Sua mente vazia não apontava direção. Era ela e a estrada, onde quer que a fosse levar, era ela e a estrada.
Passo a passo, o q foi passo era passado, que seria passo era futuro, entre um e outro o seu presente. Segundos transitórios.
Pela estrada, flores e pedra. Árvore e terra. Beleza viva e morta.
Os galhos secos e retorcidos como suas histórias. A flores em cores, como a sua memória.
Era ela e estrada por onde se desviava...
Passo a passo, o q foi passo era passado, que seria passo era futuro, entre um e outro o seu presente. Segundos transitórios.
Pela estrada, flores e pedra. Árvore e terra. Beleza viva e morta.
Os galhos secos e retorcidos como suas histórias. A flores em cores, como a sua memória.
Era ela e estrada por onde se desviava...
sábado, 22 de dezembro de 2012
Teatro dos Vampiros
A pedidos de uma amiga e por conta de uma certa repercussão que tiveram essas palavras, trago-as aqui.
Juro que eu preciso dizer... é tão triste ver alguém mendigando um amor que não possui mais, um status ao qual não pertence, um ego ferido precisando se afirmar. Que me renderem pensamentos proféticos de que isso eu não quero pra minha vida. Porque já me bastou ver no outro o quão patético nos tornamos quando permitimos que o nosso ego domine as emoções. Nos tornamos vampiros emocionais.
Podemos ser cruéis, mas somos também tão risíveis; uma caricatura borrada de uma possibilidade. E assistir a decadência de outrem, sem vendas e sem ranços, me chocou, me tocou, me fez pensar, me causou pesar.
Não posso resgatar ninguém de sua dor e de seu inferno, mas posso não me tornar aquilo também. Se a experiência alheia me ensina algo, é a escolher. Escolher não ser, escolher não fazer igual, escolher não me submeter. Acho que fiquei tão chocada que me serviu mesmo como alerta. Não permita que te magoem ao ponto de você se tornar uma marionete da vaidade. Não permita que te machuquem ao ponto de você e tornar um catador de migalhas. Não permita que te firam ao ponto de você se tornar demasiado infeliz. Porque o infeliz crônico, aquele que opta por sofrer e por mendigar a aprovação de outrem, não recebe seu pagamento, pois o amor, a admiração, se torna um peso, um excesso, um fardo indigesto. E na sua auto-comiseração se torna um Midas ao avesso, apodrecendo tudo que toca, tudo que entra em contato.
Eu assisti do balcão o teatro da vaidade e vi uma peça triste e mal ensaiada. Um ator desesperado por atenção. Alguém tão dolorido nesse papel, que esqueceu que a grande sacada de tudo é que pra ser querido não é preciso esforço, mas verdade.
E no final, não teve o aplausos...
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